Tempo faz que nossos olhares colinearam-se pela primeira vez.
...tempo!
Na memória ficaram teus sorriso e timidez.
E tempo passou.
...tempo!
Nosso planeta rodou mais de setecentas vezes.
E diante de mim estavas novamente.
Meu olhar enfim deixou-se o teu olhar.
Com sinceridade afirmo que não esperava intimidar-me.
Mas cada vez que teu sorriso fugia para o mundo meu tempo não passava.
...tempo!
Para ver, admirar, sonhar.
Um sentimento errante, mas inibido pela distância que se fez com o tempo.
...tempo!
Até que tua voz ouvi. Sem crer, claro.
Foi perturbador e impressionante ver ruir o rígido e regular cristal que me mantinha isolado todo o tempo.
...tempo!
E de surpresa numa noite barulhenta teu calor macio fundiu a rocha que guardava a ansiedade, que agora faz parte do meu tempo.
...tempo!
Não te quero sob qualquer custo. Nem ouso dizer-lhe.
Deixa esse planeta rodar um tempo.
...tempo!
De surpresa como a chuva de um verão hei de soprar-te um vento na areia que te fará fechar os olhos por tantos instantes quantos se necessitem para que o meu e o seu tempo sejam um só...
...tempo.
Que lindo Girão :o
ResponderExcluirAmei *-*
Bárbara Rotta
Muito lindo mesmo!!!!
ResponderExcluirVocê é um grande poeta!!!^^
adorei mesmo!
bjim!!;)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQuanta sutileza, quanto bem dizer!
ResponderExcluirE quanta saudade do lado de cá.
Tenho pensado/lembrado muito de ti nos últimos dias, Girão! Espero que estejas bem.
Ontem descobri este teu espaço e dediquei alguns minutos em deleite no teu bom gosto, nos teus sentimentos, nas tuas palavras. Desculpa a 'invasão', mas como disse também fui 'invadida' por uma onda de recordações.
Entra em contato, se possível - nem que seja por email (laisarruda@hotmail.com).
:)
Beijogrande