sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Surpresa sem

E foi assim que os olhos se embalaram semiabertos ora fechados sem perder um só instante que estes lábios procuravam-se uns aos outros sempre juntos estes corpos se passavam mas nem tanto ora o mundo que ali estava não era todo o mundo mas era todo mundo do mundo que ali passava a todo instante e certamente nem notava mais que lábios entorpecidos havia bem ali um coração quem sabe dois que extasiado derretia todo o gelo que impedia aquele tão falado frio que levou daquele para um outro mundo nem tão mudo quanto o necessário mas tão mundo que nos fez ser como pôde a ponto de deixar-lhe revelar por um instante um dos seus segredos tantos que hoje traz silenciosamente tanto que incendeia a alma e traz a qualquer tempo todo instante que se fixa na memória cada vez que esse seu nome brilha em noite ou dia e até mesmo quando não.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lá pra frente

Olhe bem para sua frente.
Logo adiante está você amanhã.

O você de ontem ficou para trás e é difícil olhar para ele.
Pois deixar a atenção do caminho que não para de passar implica um risco.

Arrisque seu olhar a mais adiante.
Mesmo que não adiante.

Esteja à frente dos seus dias, traga sentido.

Sem sentido tudo sempre parece ser.

Basta não olhar...

...só sentir!

domingo, 2 de outubro de 2011

Do meu lado

Não sei se tão perto
Ou tão longe vive teu olhar

Nem sei se ao meu lado é de fato quem está
Vejo oblíquos teus pensamentos
Faço impressos nossos momentos

Vejo teu tímido sorrir
Tão distinto do teu tom maior

Você está bem aqui.

Mas não está.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nada em tempo.

Nada por querer
Nem nada por vir
Vela o tempo este vento vil
Que bem aos olhos nem me viu.
Não mais.

Nunca por fazer
Nem tudo a terminar
Segue um tempo que só sabe parar
E que teima em recomeçar.
Não mais.

Leve é o instante
Para sempre levar mais um momento
Que de tão leve o vento, sim, levou
E bem seus olhos nem me vêem perseguindo.
Não mais.

Mas até quando?
Não mais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Livro

Era só um Livro...
Não sabia, não sentia, nem via, mas Lia.
Parecia que já vivia, mas só Lia
Imaginava que o teria, desejar tolhia, mas Lia
O tempo passaria, não mas veria, nem leria, mas Lia
Agora, sentia, via e Lia
A noite fria, nos sonhos A via,
Sabia que nunca teria, mas ainda assim Lia
Utopia, sabia, mas por teimoso queria, que Lia!
A vida mudaria, nada adiantaria, mais o tempo passaria
O título, o livro, deixaria
de sentido ter, mas não me livro deste não-ter

== // ==

Nunca ponho data em nada.

E, aliás, há longa data por aqui não apareço. Fiquei surpreso ao encontrar o primeiro dos primeiros escritos, feito em 1999.