Eu não quero saber das tuas falhas.
Não quero saber de teu esforço.
Nem tampouco de sua falta de tempo para mim.
Não ligo mais para os teus presentes inesperados.
E nem ligo para tuas tão evidentes qualidades.
Menos ainda para teus pretextos.
Será que essas qualidades são tão evidentes?
Hoje penso que não.
Aos olhos de quem, afinal?
Certamente não são esses meus míopes olhos.
Tu já não és mais quem eras.
Não tens mais na minha vida toda aquela cor.
Nem mais me afligem os segundos à distância.
Hoje fui à tua casa e vi tua janela apagada.
Como todo o resto.
Não sei se por sono teu ou de outrem.
Ou ambos!
Mas brilhava uma lua cheia imensa
Nesse céu tão sem estrelas.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Às vezes nem sempre é assim.
Às vezes a gente perde
O sentido do que mais importa
E esquece junto o que não mais importa
Às vezes dá pra ver
que o tempo passou
E que todo o tempo se transformou
Nem sempre a gente vê o que a gente perde.
Mas um dia descobrimos que o que importa
É o que, depois de tudo,
Se pode ganhar de bom.
O sentido do que mais importa
E esquece junto o que não mais importa
Às vezes dá pra ver
que o tempo passou
E que todo o tempo se transformou
Nem sempre a gente vê o que a gente perde.
Mas um dia descobrimos que o que importa
É o que, depois de tudo,
Se pode ganhar de bom.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Fragmentos insones
Pouca coisa é te ter aqui
Pouco é teu olhar
Pouco é o doce toque de tuas mãos
E menos ainda é teu caminhar em minha direção
Tristeza, escute cá uma coisa.
Não tem vez pros teus caprichos.
Nem tenho eu tempo
Não fale agora
Antes que
Pouco é teu olhar
Pouco é o doce toque de tuas mãos
E menos ainda é teu caminhar em minha direção
Tristeza, escute cá uma coisa.
Não tem vez pros teus caprichos.
Nem tenho eu tempo
Não fale agora
Antes que
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Longe.
Tu estás demasiado longe.
Longe dos meus dias,
mesmo estando
todo o tempo ao meu lado.
Longe das minhas noites,
mesmo estando eu a ouvir
seu respirar em todas elas.
Tua rotina se funde à minha.
Mas te sinto longe demais.
Demais.
Não quero mais essa presença distante.
O mesmo vento que derruba meus papéis
Espantou-me hoje o sono.
Junto com este bilhete
que na cabeceira te coloco enquanto dormes.
Longe dos meus dias,
mesmo estando
todo o tempo ao meu lado.
Longe das minhas noites,
mesmo estando eu a ouvir
seu respirar em todas elas.
Tua rotina se funde à minha.
Mas te sinto longe demais.
Demais.
Não quero mais essa presença distante.
O mesmo vento que derruba meus papéis
Espantou-me hoje o sono.
Junto com este bilhete
que na cabeceira te coloco enquanto dormes.
sábado, 8 de maio de 2010
Mentiras que dizem a verdade.
Ah, esse seu tato!
Essa canção para mentir que em metalepse canta
Com alegoria, faz-se em metonímias
Hiperbolicamente aparecendo em litotes, paradoxos.
Que ironia!
A imensa onda sinestésica
entre diácopes tuas, tão tuas
E epizeuxes, talvez, talvez.
Abre-me assonâncias e aliterações.
Disfemismos e transnominações.
Dizer que amo cada linha tua é eufemismo.
Essa canção para mentir que em metalepse canta
Com alegoria, faz-se em metonímias
Hiperbolicamente aparecendo em litotes, paradoxos.
Que ironia!
A imensa onda sinestésica
entre diácopes tuas, tão tuas
E epizeuxes, talvez, talvez.
Abre-me assonâncias e aliterações.
Disfemismos e transnominações.
Dizer que amo cada linha tua é eufemismo.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Nem se sabe.
Teu sorriso é simples.
Tímido, até.
E a simplicidade que traz timidez entrega.
Mas mais perto a timidez deixa de ver...
E o sorriso que entre risos desencontra não se sabe o quê que não se vê de tão perto que já se está há pouco tempo que era muito mais perto sem ver quanto quando e quanto enquanto puxa e forte e perto e cura todo mal que ainda ousa em pensamento ser mais perto sem nem ver que menos perto não se quer mesmo querendo que o sorriso volte sério esconde o rosto entre os laços que mal feitos se desfazem como os braços que se fazem traços entre abraços forte espalham pensamentos sem ao menos crer que perto bem mais perto faz-se um sopro entre tantos que não mentem só desmentem o que aquela timidez nem tão se lembra mas se esquece sem ter fim...
Teu sorriso é simples.
Tímido, até.
Tímido, até.
E a simplicidade que traz timidez entrega.
Mas mais perto a timidez deixa de ver...
E o sorriso que entre risos desencontra não se sabe o quê que não se vê de tão perto que já se está há pouco tempo que era muito mais perto sem ver quanto quando e quanto enquanto puxa e forte e perto e cura todo mal que ainda ousa em pensamento ser mais perto sem nem ver que menos perto não se quer mesmo querendo que o sorriso volte sério esconde o rosto entre os laços que mal feitos se desfazem como os braços que se fazem traços entre abraços forte espalham pensamentos sem ao menos crer que perto bem mais perto faz-se um sopro entre tantos que não mentem só desmentem o que aquela timidez nem tão se lembra mas se esquece sem ter fim...
Teu sorriso é simples.
Tímido, até.
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