domingo, 25 de abril de 2010

Leva-me.

Tua luz assim nem brilha tanto
Teu olhar nem assim brilha tanto
Teu talento nem brilha assim tanto
Nem faz que os meus brilhem tanto assim

E no entanto assim encanta.

Teu calor não me aquece nesse frio feito
Tua mão não prende à minha
O todo que és.

E encanta assim no entanto.

Como um encontro sem voz
Daquele que não sou
Com aquela que não és

Somente a mim parece realmente importar
A escuridão que cerca o teu olhar.
Mas tu a fizeste por saber que
outros olhos brilham teus.

Essas palabras minhas não te trazem
Nem tampouco me levam

Pouco importa.

O que as palavras levam é muito mais leve do que aquilo que levam às palavras.

2 comentários:

  1. Caralho, macho... Não me espantarei se, no futuro, livros de literatura o trouxerem como um exemplar poeta - quiçá iniciador de um movimento literário - do início do século XXI.

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